Hoje falaremos um pouco sobre o luto e a perda – e com isso sobre o processo de aceitação.
O luto em si percebe-se como um processo, e é a partir dele que com sensibilidade observamos a experiência e suas consequências diante da perda.
O quanto temos perdido em nossas vidas?! Como reagimos ao que perdemos?! Como sentimos?! Como expressamos?! – é, eu sei, parece aqueles questionamentos de programa de televisão, mas são questionamentos válidos.
Toda perda significativa gera o luto, este sendo reconhecido socialmente ou não.
Pessoas, trabalho, relações, objetos, animais de estimação…
Não há fases, propriamente ditas a serem seguidas – esta fixação nas fases inclusive pode atrapalhar a vivência da jornada da perda, pois passam a existir cobranças, internas e externas, pelo andamento e vivência das fases.
Cada perda é única para o indivíduo, que por sua vez também é único em sua percepção sobre a perda. Ou seja, cada um tem o seu tempo e a sua forma de lidar, interna e externamente, com o sentimento e consequências da perda sofrida.
Este processo, revela-se como uma transição psicossocial, onde a natureza do vínculo entre o indivíduo com sua perda, pode encontrar ou não um ambiente empático – uma rede de apoio que possa lhe acolher.
Acolhimento. É isso que se pode fazer. Acolher e ser acolhido no processo. E principalmente acolher o que se sente.
Acolhimento e Empatia são as chaves.
O luto é vivenciado a partir de ambos os fatores, o social e o individual. Somos a nossa história. Todas as nossas histórias e Afetos. Somos a construção de nossos vínculos. E em tudo a que estamos vinculados, nos afetamos.
Cabe a nós mesmos, transformar, em tempo, nossa dor em fortaleza, desenvolvendo habilidades e potencialidades que estão dentro de nós – diariamente, um dia de cada vez, a dor permanecerá, mas o sofrimento diminui um pouco a cada dia.
É preciso transformar o sofrimento diante da perda em força – e não, isso não é fácil, é trabalhoso. É preciso disciplina e sensibilidade para resignificar o olhar – para tudo que foi bom, para as memórias, e não apenas se focar na perda.
Um dia de cada vez.
Isso nos faz desenvolver a resiliência. E então em um momento, acontece a aceitação. Ao invés da revolta, culpa, sofrimento e angústia, somos gratos – por tudo que foi vivido, compartilhado, sentido.
Nem sempre conseguimos lidar com o luto sozinhos, ou não conseguimos perceber ou mesmo ser acolhidos. Nesse momento, é necessário que busquemos ajuda.
Psicoterapia é algo que todos nós precisamos e estou aqui para isso.
E não esqueça: Você é Incrível!
Então, vamos começar?
Seu Norte em nosso Espaço…