Psicólogo Wilsius Norte

 

Todos nós temos preconceitos. Todos nós discriminamos.

 

De uma forma ou de outra, fazemos isso.

 

Mais conscientes ou totalmente inconscientes, fazemos.

 

Disfarçando ou escancarando, fazemos.

 

Somos construídos socialmente para isso – e é horrível sentir e perceber, mas é fato. Fazemos.

 

Até um tempo atrás, tínhamos vergonha ao perceber, mas hoje, parece que, embora estejamos mais conscientes socialmente falando no que diz respeito a empatia e respeito, parece que muitos fazem isso com orgulho – na verdade, ignorância, institucionalizada.

 

Normatizamos a ignorância e agora pagamos o preço.

 

E o preço é alto – custou o Valor – humano. Sim, lá se foi mais um pedacinho de nossa humanidade, ou seja, continuamos desumanos à espera de humanização.

 

E isso é um saco.

 

 

O preconceito e a discriminação são fenômenos complexos que têm raízes profundas na psique.

 

A mente humana contém um vasto território inconsciente, onde residem elementos esquecidos, traumas não resolvidos e aspectos reprimidos de nós mesmos. Dentro desse reino interior, existem “complexos”, que podem ser entendidos como agrupamentos de emoções, memórias e experiências relacionadas a um tema específico. Esses complexos moldam nossas atitudes e comportamentos, (muitas vezes – na maioria das vezes) de maneira inconsciente.

 

No contexto do preconceito, os complexos podem desempenhar um papel significativo – Como ja disse, todos nós carregamos preconceitos inconscientes devido às nossas experiências de vida, criação e exposição cultural.

 

Essas predisposições podem ser amplificadas pela tendência natural de categorizar as pessoas e as coisas para entender o mundo ao nosso redor. Portanto, mesmo quando acreditamos ser tolerantes, ainda podemos abrigar preconceitos enraizados que emergem em situações específicas.

 

Para superar esses preconceitos, é essencial realizar um trabalho interno profundo.

 

Isso envolve a exploração consciente de nossos aspectos desconfortáveis. A autodescoberta pode ser um processo desafiador, mas é fundamental para a evolução pessoal e para a criação de uma sociedade mais inclusiva – e não restrita aos textinhos e likes nas redes sociais durante campanhas de conscientização.

 

As consequências psicológicas do preconceito são significativas – para aqueles que são alvos de discriminação, as repercussões podem ser devastadoras, incluindo baixa autoestima, ansiedade, depressão e até traumas.

 

Para o outro lado também – para quem possui preconceitos, admitindo ou não, a situação não é menos problemática. A prática do preconceito reforça estereótipos simplistas e impede o desenvolvimento de empatia e compreensão. Isso cria um ciclo de ignorância que prejudica a coexistência saudável e dificulta o progresso da sociedade como um todo.

 

Ao enfrentar nossos preconceitos, podemos começar a desmantelar os complexos que os sustentam, desenvolvendo uma visão mais holística e compassiva das pessoas ao nosso redor – e de nós mesmos.

 

Ao fazer isso, contribuímos para a criação de um ambiente onde a diversidade é valorizada e onde a discriminação tem menos espaço para prosperar.

 

Não seja babaca. Assuma que discrimina e que tem preconceitos, mas não se orgulhe disso. Busque dentro de você como evoluir- trabalhar dentro de si estes padrões de comportamento e sentimento que te impedem de ser sua melhor versão.

 

Muitas vezes, somos nós a toxidade do ambiente.

 

Psicoterapia é algo que todos nós precisamos e estou aqui para isso.

 

E não esqueça: Você é Incrível!

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