
Opa, hoje amanheci refletindo sobre Qualidade de Vida… Na verdade, sobre como pensamos ou não pensamos sobre isso e vamos apenas seguindo um dia atrás do outro, sem refletir de fato se nossa vida tem qualidade ou não.
Por definição, segundo a Organização Mundial de Saúde – OMS, Qualidade de Vida é:
“A percepção do indivíduo sobre a sua posição na vida, no contexto da cultura e dos sistemas de valores nos quais ele vive, e em relação a seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações.”
Eita! Vamos lá?!
Certo… Já temos um desafio logo de cara – ‘a percepção do indivíduo’, ou seja, a qualidade de vida depende de nossa percepção, de nosso entendimento, de nossa compreensão a respeito de nossa posição na vida (aquele papo filosófico: de onde viemos, onde estamos, para onde vamos). Então, se não conseguimos nos perceber, nossa qualidade de vida fica comprometida.
Vamos para a perguntinha incômoda: “Quem é você em sua vida?!” Protagonista ou Coadjuvante?!
Você consegue se enxergar, compreender suas necessidades, dar conta de suas obrigações? – É eu sei, isso não é tão simples, a gente até tenta, e vai levando… O importante aqui é conseguir responder – Quem é você em SUA vida. Se não conseguiu responder, mas parou para pensar um pouco está ótimo.
Daí passamos para as questões ligadas à cultura e aos valores. O que você aprendeu com sua família e sua experiência ao longo de sua história? Que coisas boas e ruins você aprendeu e que de alguma forma você reproduz hoje? Muitas das nossas crenças limitantes nascem daí, das coisas que foram repassadas para nós e que assumimos que são verdades universais, então acabamos presos em limitações que não fazemos ideia de como superar.
Agora voltamos ao aqui e agora… Como andam seus sonhos? Nossa qualidade de vida, depende também de nossa capacidade de sonhar, desejar, aspirar – projetar algo que seja importante para nós e que possa nos motivar a sermos melhores, a vivenciar nossa melhor versão em algum momento, incluindo hoje – aqui e agora.
Esse é um ponto muito interessante a respeito desse tema: sobreviver é diferente de viver. Quando perdemos nossa capacidade de sonhar e realizar sonhos, passamos apenas a sobreviver – e nisso, não estou falando (ainda) do aspecto sócio-econômico, que também conta no processo de entendermos melhor nossa qualidade de vida, principalmente quando nos focamos em administrar a escassez e a falta. A forma como lidamos com nossas preocupações – com tudo aquilo que é urgente em nosso dia-a-dia, reflete essa qualidade.
Precisamos pensar em alguns aspectos práticos sobre a qualidade de vida. Listei alguns que são interessantes, embora hoje não irei descrever cada um deles, ficam registrados para que possamos voltar a isso noutro dia:
Relacionamentos sociais (família e amigos)
Bem estar psicológico
Bem estar físico
Saúde Física e Mental
Educação e Valores
Transporte, moradia, segurança
Hoje vamos conversar sobre como refletir de forma geral sobre nossa qualidade de vida, sobre nossa percepção a respeito disso.
Nosso entendimento precisa ser prático – em aplicabilidade. Não podemos aqui ficar apenas no mundo das ideias, refletindo apenas, precisamos refletir sim, mas provocar mudanças práticas no nosso cotidiano. Assim saímos de um padrão de qualidade de vida, e passamos a vivenciar um estilo de vida com mais qualidade. Percebe a diferença? Entre padrão e estilo?!
Para isso necessitamos exercitar o auto-diálogo e refletir sobre tudo que nos afeta, e para além de refletir, expressar.
Somos aquilo que expressamos, e quando não expressamos, reprimimos dentro de nós – e tudo que reprimimos dentro de nós, encontra uma forma de vir à tona (conversaremos mais sobre isso um outro dia também).
Aqui é importante estar consciente que reprimir suas expressões é não se permitir vivenciar seus sentimentos e emoções. Reprimir é bloquear este fluxo de vida e com o passar do tempo o nosso corpo se torna uma autobiografia de nossas expressões, do que foi vivenciado e do que foi reprimido em nossa história – e assim, perdemos aos poucos a vontade de viver, experienciar – ou seja, nossa qualidade de vida vai pro beleléu…
E como recuperar a Qualidade de Vida?
Mantendo-se atento… Buscando dentro de si mesmo onde você não se permite vivenciar suas expressões internas, ou onde elas te trazem desconfortos. Esses bloqueios devem ser entendidos através das vivências dos sentimentos que estão ocultos, da expressão deles e da busca por um estilo de vida mais saudável.
A terapia te ajudará a refletir sobre sua qualidade de vida, necessidades internas, bloqueios e repressões – e não apenas a refletir, mas a provocar mudanças de atitude que te ajudarão a se relacionar de uma melhor maneira com você mesmo, recuperando então a verdadeira capacidade de vivenciar todas as suas emoções e sentimentos.
Psicoterapia é algo que todos nós precisamos e estou aqui para isso!
E não esqueça: Você é Incrível!
Então, vamos começar?
Seu Norte em nosso Espaço!
